Mês: novembro 2017

Frente parlamentar visa elaborar protocolo para acompanhamento de prematuros

Há pouco mais de um ano, atendendo proposições vindas pela ONG Prematuridade – instituição que desde 2011 previne o parto prematuro, realiza educação continuada para equipes neonatais e o acompanha a saúde dos bebês e pais -, o vereador Mendes Ribeiro elaborou projeto de Lei para reconhecimento de uma efeméride municipal para tal. Aprovada, com mesma data da referência mundial, as atividades vestiram Porto Alegre de roxo, caminhadas, discussões em espaços públicos e programações nas Casas de Saúde.

Durante os eventos, uma nova necessidade foi apontada: um espaço técnico para elaboração de políticas públicas para a prematuridade. O marco para a temática ocorreu na última sexta-feira, 17 de novembro, durante as celebrações, quando a Frente Parlamentar da Prematuridade foi protocolada na Câmara.

A iniciativa ainda não teve a sua primeira reunião oficial e dela já surgiu uma série, ancorada nas plataformas digitais, para atendimento as dúvidas dos pais por especialistas no assunto.

“Esta é a principal causa da mortalidade infantil, repito, principal causa da mortalidade infantil, nosso dever é orientar os pais e zelar pela saúde destes bebês. E o principal trabalho neste sentido em Porto Alegre não é uma política pública, é de uma organização não governamental. Informação e acompanhamento clínico podem salvar uma vida. E passa da hora de darmos nossa contribuição”, explicou o vereador.

A ONG parceira explica que os prematuros são mais propensos a desenvolver algumas patologias, como alergias, retinopatia, bronquiolite, displasia, entre outros. “Dessa frente poderá nascer um protocolo de acompanhamento de prematuros em postos de saúde. Um call center para atendimento aos pais. Uma vida salva”, conclui Mendes Ribeiro.

A discussão é sobre?

A discussão é sobre?

*Publicado no Jornal do Comércio, 14/11/2017

Nesta semana, a problemática da segurança pública tornou-se um pacote. Os questionamentos passaram a ser: votação por bloco de projetos? Este é pertencente a bancada denominada da bala? Ele tem objetivo eleitoreiro ou não?

Por sua vez, o foco das discussões se limitou a bloqueadores de sinal de telecomunicação nos presídios, idade como atenuante de pena, extinção das saídas temporárias, rigidez de pena para crimes contra policiais, escudo humano como crime, fim dos autos de resistência. Quantas vezes mencionei a palavra “pena”? Pressupondo então, discussões para crimes já ocorridos.

Independente da posição sobre cada um destes projetos – aqui não desvalorizo tais debates, que obviamente são positivos, mas questiono aquilo que atende ao pungente -, onde está a cobrança das ações integrantes da Plano Nacional de Segurança? Aquelas apresentadas no início do ano, a terem suas atividades operacionais em vigência agora.

Nosso pacto federativo – falamos de algo datado de 88 – prevê como responsabilidade da União o policiamento nas fronteiras, bem como combate ao tráfico – a coibição de ilícitos entrarem em nosso território. Isso somado a um repasse financeiro mínimo aos Estados. Do pacto pra cá, houve alteração (aumento) da população carcerária e da criminalidade. Porém, nenhuma modificação quanto a responsabilização e a pluralização dos recursos.

O Rio Grande do Sul tem agido até o limite do possível, inclusive tem demonstrado que com gestão comprometida também se cresce em períodos de crise, e que mesmo sem condições financeiras de prover concursos públicos para aumento de efetivo e capacitação destes, tem respondido a sociedade. Ocorre que precisamos de um grande avanço e este só acontecerá de forma proporcional e vertical: mais recursos da União e divisão de responsabilidades; se não há aumento de recursos, que haja o da responsabilidade federal.

Quem sofre com a omissão da discussão do novo pacto federativo – mascarada por projetos de Lei – são os governos estaduais e municipais, literalmente virando-se como podem. E, claro, sempre, a sociedade, cada dia mais vulnerável a tudo e a todos.

 

Santa Casa: trabalho e reconhecimento

Vereador Mendes Ribeiro recebe homenagem em nome de seu pai pelo protagonista em favor da vida

Das mãos do provedor da Santa Casa de Misericórdia, Alfredo Guilherme Englert, e do diretor geral, Flávio Dornelles de Matos, o vereador Mendes Ribeiro recebeu na última sexta-feira, 27, dois troféus em nome de seu pai (ex-ministro e deputado federal, Mendes Ribeiro Filho) pela sua atuação como “protagonista em favor da vida”.

A honraria se deve aos mais de R$ 530 mil em emendas empenhadas, que viabilizaram a compra de equipamentos essenciais de diagnóstico. Ainda, segundo o provedor, “é também pela sua característica de diálogo e respeito dentre os demais parlamentares, sendo ele, o principal, a frente, da viabilização da indicação das emendas de toda a bancada”. Estas, chegam a soma de 21 milhões para a aquisição de tecnologias, 10 para reforma da área materno-infantil (Hospital Santa Clara) e 150 milhões para a modernização do complexo hospitalar como um todo- ampliação de mais de 5 mil metros quadrados.

“Estes valores representam o seu debruçar pela viabilidade técnica e política em prol da maior prestadora de serviços filantrópicos do Estado. A indicação e o empenho de uma emenda passa pela avaliação do orçamento, distinção das prioridades, articulação e acompanhamento da prestação de contas, se o objetivo foi e de que forma alcançado. Do papel à realidade, somente os políticos de valor conseguem”, ressaltou o vereador.

A prevenção tem sido uma das bandeiras do vereador neste mandato, seja com a Frente Parlamentar da Saúde do Homem (inédita na Casa), que promove encontros mensais e culminará com uma cartilha de medidas afim de contrapor o preconceito que circunda a temática; com o dia da Prematuridade, promovendo ações para a saúde do bebê e orientações às famílias; e com a regulamentação das corridas de rua, que garante cuidados não existentes hoje com o físico dos atletas.

O trabalho das instituições de Porto Alegre também é acompanhado de perto por Mendes, visto que seus melhores quadros, doutores, são atuantes colaboradores na Frente Parlamentar. “A Santa Casa hoje mantém mais de 6.300 funcionários, 280 consultórios, 50 salas cirúrgicas, 10 unidades de terapia intensiva, sendo 60% de atendimento SUS, de mais de 6 milhões de procedimentos realizados; é um complexo que devemos nos orgulhar a apoiar”, completou.

Sobre a honraria, ele frisa que “em tempos de tanto descrédito com a classe política, insistir nela como caminho para transparência, gestão eficiente e mudança na qualidade de vida das pessoas torna-se algo hercúleo. Essa homenagem representa de que fiz a escolha certa com a política e que tenho passos certeiros que me guiam”.

 

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