Mês: agosto 2018

Projeto: Semana de Conscientização sobre TDAH

O autor, Mendes Ribeiro, destaca a importância da conscientização sobre TDAH

Está em tramitação, na Câmara Municipal de Porto Alegre, o projeto de lei do legislativo nº 100/18, de autoria do vereador Mendes Ribeiro (MDB), que inclui a efeméride Semana de Conscientização sobre o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) no Calendário de Datas Comemorativas e de Conscientização do Município. Pelo projeto, a programação deverá ocorrer na semana que incluir o dia 19 de setembro. Para Mendes Ribeiro, este projeto causará impactos positivos na sociedade, combatendo preconceitos e crenças equivocadas, como a de que o TDAH não existe, e permitirá a criação e a implantação de programas oficiais de diagnóstico e tratamento dos portadores desse transtorno, chamando a sociedade ao debate, com políticas públicas que auxiliem essas crianças e adolescentes.

Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Ele é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola. Já existem inúmeros estudos em todo o mundo, inclusive no Brasil, demonstrando que a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno não é secundário a fatores culturais (como as práticas de determinada sociedade), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos.

O TDAH é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele ocorre em 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos. O transtorno na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com as demais crianças, pais e professores.

“Por isso, a conscientização é importantíssima para que se impeçam interpretações equivocadas e preconceituosas, ante a falta de conhecimento de pais e professores quanto aos sintomas, especialmente em relação às crianças portadoras desse transtorno”, explica o vereador. Mendes Ribeiro observa que as crianças são estigmatizadas, muitas vezes, por rótulos como “avoadas” ou “vivendo no mundo da lua” e geralmente “estabanadas” e com “bicho carpinteiro” ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo).

Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como, por exemplo, dificuldades com regras e limites.

 

Fonte: Câmara Municipal de Porto Alegre

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