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Defesa Civil alerta

*Pablo Mendes Ribeiro

*Publicado no Jornal do Comércio, 31/05/2019

Defesa Civil alerta.
Quantas vezes ouvimos ou lemos (web, impresso e até SMS – visto que há esse
serviço) essa frase?
O que não paramos para refletir – muito possivelmente pela situação adversa
do tal “alerta” –, é o contido por trás da frase.
Antecede a ela um organismo da década de 40, que se adapta, em 88; evolui
mediante a realidade, em 93; e adquire a forma que conhecemos hoje, em Porto
Alegre, desde 2005.
Ali, estão planos de contingência, prevenção, socorro, assistência e
recuperação. Sem entrar no lado humano que, no mínimo, parte da empatia, até os
limites do risco da própria vida. Há recursos financeiros e humanos. Tecnologia e
expertise.
Tudo, por trás da “Defesa Civil alerta”.
Pela frente? Possuímos 107 áreas de alto risco e 11 de altíssimo (Ilhas, Lomba
do Sabão, Represa, entre outras). Previsões de forte precipitação pluviométrica (muita
chuva em pouco espaço de tempo), queda de árvores, alagamentos, deslizamentos de
residências em áreas de risco; as chamadas intempéries começam a ser recorrentes.
De todos os projetos que tive o privilégio e oportunidade de desenvolver,
destacarei, em cada dia legislativo meu, o FUNDEC, Fundo Municipal da Defesa Civil.
Construímos e aprovamos em plenário uma forma de alocar recursos (de todo tipo,
como doações privadas e emendas, inclusive, criei uma que destina 5% das taxas
oriundas do licenciamento das Estações de Radiotransmissão) para trabalharmos a
prevenção, inicialmente, e para aplacar os efeitos do inevitável. A Defesa Civil precisa.
Em visita na última semana, acompanhando a regulamentação do citado fundo,
tive gratas notícias de que atualizações e adequações estão sendo realizadas para a
política municipal da Defesa Civil. Ainda, destaco também as tratativas para um
quadro funcional específico, visto que – muitos podem não saber –, os funcionários
hoje (8) são cedidos de outras secretarias.
Para alertar, a Defesa Civil precisa!

*Vereador em Porto Alegre/RS

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