Mês: agosto 2019

Motos em faixa exclusiva

Para buscarmos alternativas afim de estabelecer uma melhoria na mobilidade urbana, devemos olhar para os dados referentes ao tema.

O relatório anual do Seguro DPVAT mostra que em 2018 foram pagas mais de 320 mil indenizações por morte; invalidez permanente; reembolso de despesas médicas e suplementares, no País.

A peça alerta sobre a necessidade contínua de ações que possibilitem a segurança dos motociclistas em vias públicas. Os quais representaram 27% da frota nacional; mas foram responsáveis por cerca de 75% das indenizações pagas no ano passado, correspondente a 246 mil indenizações. Na mídia local, dados da EPTC revelam que a cada 94 minutos, um motociclista sobre acidente em Porto Alegre e, em 86% dos casos há ferimento ou morte.

Tais informações nos motivam a buscar novas soluções ou adequações para cuidar da vida dos cidadãos motociclistas; a exemplo de Londres, que publicou Lei permitindo o tráfego de motociclista em faixas destinadas aos ônibus e, com isso, contabilizou a redução de 40% dos acidentes com motos, em um ano e meio; além da redução da emissão de gases poluentes e melhorias na fluidez de automóveis no trânsito. O mesmo ocorreu em Madri e Sevilha, na Espanha; assim como, nas cidades de Porto e Lisboa, em Portugal. Em todos os locais citados, estudos apontam melhorias significativas na segurança e facilidades no trânsito.

É preciso ressaltar que essa ideia não é uma especificidade internacional; pois, no final do ano de 2017, em Cuiabá foi fixada a Lei 6.236, a qual libera a circulação de táxis, motocicletas e ambulâncias nas faixas, que até então, eram exclusivas para os ônibus de transporte coletivo, nas principais avenidas. Assim, por que não podemos sugerir a possibilidade desta prática em Porto Alegre?

Vale ressaltar que não estamos falando de corredores de ônibus e, sim, das faixas exclusivas para ônibus; especialmente em horário de pico. Não é possível presenciarmos os perigosos malabarismos de motociclistas entre carros e transporte escolar, enquanto a faixa reservada para passagem de ônibus está vazia. Não podemos andar na contramão da nossa realidade, onde, em algumas regiões a estrutura viária não estava preparada para tantos carros, tal como na Avenida Cavalhada, pela manhã.

Além disso, não podemos esquecer que a motocicleta é uma alternativa significativa para locomoção e trabalho importante. Por isso, a minha constante busca por soluções em defesa da vida e sua qualidade.

Projeto possibilita Samu levar pacientes a hospitais privados

Saúde em Porto Alegre

Tramita na Câmara Municipal de Porto Alegre projeto de lei estabelecendo que pessoas que necessitarem de atendimento emergencial das equipes do Serviço de Atendimento de Urgência (Samu) possam optar pelo encaminhamento diretamente a hospitais privados localizados em Porto Alegre. A proposta, do vereador Mendes Ribeiro, objetiva reduzir a quantidade de pessoas direcionadas à rede pública de saúde. Desafogando as emergências do SUS, quando poderiam ser encaminhadas diretamente para hospitais privados em razão de possuírem plano de saúde.

Conforme o proponente, “a incidência de ocorrências atendidas pelo Samu no socorro de pacientes clínicos e traumas leves é grande. Sendo que, em muitas oportunidades, alguns desses pacientes, que possuem plano privado de saúde. E são removidos para emergências do SUS, que, por sua vez, estão quase sempre atendendo acima da sua capacidade”.

Também destaca que, na maioria das vezes, os pacientes que dispõem de plano privado de saúde. Removidos pelo Samu para hospitais mantidos ou ligados ao SUS acabam solicitando, posteriormente, a transferência para instituições privadas. “Isso gera problemas em decorrência do processo burocrático, especialmente quando não se tratam de casos graves, pois mesmo nessas situações têm-se a necessidade de que a Central de Regulação busque leitos disponíveis para esses pacientes, e, como esses não são prioridades para transferências, permanecem ocupando leitos vinculados ao SUS que deveriam estar disponíveis para pacientes sem cobertura de plano de saúde”, afirma.

De acordo com a proposta, caberá à equipe socorrista avaliar a viabilidade técnica quanto às necessidades do paciente, bem como levar em consideração a proximidade do hospital escolhido e a gravidade do caso. A opção do encaminhamento a unidade privada deverá ser feita pelo próprio paciente. Ou, caso não tenha condições de manifestar sua vontade, por familiar ou representante legal.

TextoAna Luiza Godoy (reg. prof. 14341)

EdiçãoCarlos Scomazzon (reg. prof. 7400)

Políticas públicas e nutrição aos prematuros

Políticas públicas existentes

Nesta segunda-feira, dia 12, a 2ª reunião da Frente Parlamentar da Prematuridade tratou das políticas públicas existentes em Porto Alegre e seus desafios. Também, aproveitando a temática do Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno, discutiu sobre a nutrição dos prematuros.

Presidente da Frente, o vereador Mendes Ribeiro, transmitiu seus desejos de que a iniciativa tome os mesmos rumos da Frente da Saúde do Homem. Quando, após um ano de trabalho, importantes soluções foram executadas, com impacto direto no atendimento ao segmento nos Postos de Saúde.

O secretário da Saúde, Pablo Sturmer, retomou os avanços na capital e no Estado que diminuíram os índices de mortalidade materna e desnutrição, ressaltando, ainda, a importância do acesso ao pré-natal.

“Capaz de garantir a detecção e prevenção de inúmeros problemas que podem se relacionar a prematuridade”, concluiu. Pablo Sturmer também falou sobre a ampliação dos leitos de UTI neonatal nos hospitais de Porto Alegre. Lembrando que a capital é referência no tratamento de pré-termos e casos graves no Estado.

A especialista em Nutrição de Prematuros, Dra. Mariana Gonzales, apontou para a capacitação de profissionais e dos Bancos de Leite. Destacando a importância do leite materno, além da educação continuada e outras alternativas que podem ser trabalhadas na causa.

“Um bebê prematuro necessita de 20% a 30% a mais de calorias diárias do que um atleta que disputa a Tour France. Sendo que, dessa nutrição, mais da metade está ligada diretamente à formação do cérebro dos bebês”, alertou a doutora.

Também estiveram presentes: a representante da Assessoria de Planejamento e Programação da secretaria, Luciana Silveira; do Conselho Regional de Nutricionistas, Magali Kumbier; do Sindicato dos Enfermeiros, Silvia Medeiros; a presidente da ONG Prematuridade, Denise Leão Suguitani; e a mãe da Paulinha, Raquel da Silva, que contou seus desafios como mãe de uma prematura.

A próxima reunião da Frente Parlamentar acontece dia 9 de setembro, na Câmara de Vereadores. Com a temática “Capacitação das equipes de Saúde: baixo custo e alto impacto para o Prematuro: onde podemos agir já?”

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