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Novembro azul e roxo

Sobre bandeiras e causas.
Quem não tem a saúde como bandeira?
Não há como, com todas as necessidades em programas, instalações, equipamentos e custos, todo e qualquer gestor e legislador não ter a saúde como sua bandeira. Mas, não basta empunhar. É preciso ações programáticas, muitas vezes lentas, pelo processo natural, para conseguirmos resultados. Isso, principalmente, quando falamos das relacionadas a conscientização e a criação de uma nova cultura.
Quem tenta fazer tudo, acaba não conseguindo resultados e alcance de metas em nada. Por isso, nosso mandato, mais do que a bandeira da saúde, empunhou duas causas: a saúde do homem e a prematuridade; que, justamente, ambas, tem o mês que
agora inicia como marco. No último ano, a Frente Parlamentar da Saúde do Homem se reuniu com especialistas na temática e gestores das instituições de saúde para, ao final de UM ANO, chegarmos a ações pontuais para reverter o índice de: 80% das
enfermidades que mais atingem os homens podem ser encaminhadas em ambulatórios. Ou seja, adoecendo por não buscar auxílio.
Hoje, com novembro azul, conseguimos trabalhar de forma efetiva a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata, mas é um campo mais amplo. Atendimento integral à saúde é um direito fundamental, constitucional. Resultado das discussões sobre o tema? Números comprovam o aumento dos homens na busca de atendimento com os postos em horários estendido, até as 22h.
Nossa segunda causa é a prematuridade, que está impressa na fachada da Câmara, com um outdoor que convida a todos para a 4ª edição da caminhada pela causa. A prematuridade está ligada a 53% dos óbitos no primeiro ano de vida. Nossa capital é referência no tratamento de pré-termos e casos graves no Estado, mas, temos um índice de 12,6% de prematuros, que é acima da média do Brasil e do Rio Grande do Sul. No país corresponde a 12,4% –o dobro dos países da Europa – e no Estado chega
a 12%. Nascem no país um total de 931 prematuros por dia, o equivalente a 40 por hora. Nas últimas reuniões contamos com a prestação de contas da ampliação dos leitos de UTI neonatal nos hospitais, as ações do Primeira Infância Melhor, repassamos o protocolo de segurança do paciente, que vai da identificação correta do paciente, a higienização das mãos e comunicação com
os pais. Hoje, um prematuro que ficou internado após o nascimento, quando chega em casa, é acompanhado como qualquer outra criança, sendo que os prematuros são propensos a doenças graves ou morte; mas, com o tratamento e os cuidados adequados, os riscos e possíveis deficiências podem ser reduzidos. Sim, é com um trabalho programático, de cultura,
conscientização, que vamos melhorar nossos índices. Só depende de trabalho e de meses como o nosso Novembro;
seja ele roxo ou azul!

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